sábado, 24 de setembro de 2011

O curso de Arquivologia é bom?

Você pode achar um curso bom ou ruim dependendo do que você espera de um curso universitário.

Do ponto de vista profissional - Está em expansão principalmente na área de consultoria de projetos e concursos públicos, há muitas oportunidades de estágio durante todo o curso. Um arquivista formado pode atuar e se especializar em várias áreas do seu interesse: área histórica trabalhando com arquivos permanentes e históricos, área tecnológica trabalhando com arquivos digitas, área administrativa atuando com gestão de documentos de empresas e instituições, área educacional sendo professor de cursinhos preparatórios pra concurso, sendo professor de cursos livres ou técnicos na área de arquivos ou seguindo a carreira de professor universitário de Arquivologia.

Do ponto de vista salarial - Um arquivista ganha em média de 1.000 a 5 mil reais por mês em empregos formais, mas se ele atuar também como consultor de projetos, professor e pesquisador ele pode aumentar mais o seu rendimento.

Do ponto de vista acadêmico - O curso está classificado na CAPES como uma ciência social aplicada, normalmente é oferecido em universidades públicas em diferentes horários, tem as disciplinas específicas do curso e outras comuns a área de humanas como direito, estatística, lógica ou filosofia, inglês ou outro idioma, tecnologia da informação, história e outras, mas são basicamente essas. Tem grau de dificuldade médio, depende muito da instituição onde fará.

Como você pode ver, o curso de Arquivologia oferece um leque grande de possibilidades pra você escolher.

Se quiser mais informações você poderá acessar  também o link Sobre o curso de Arquivologia

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Uma reflexão sobre a digitalização de documentos

Muitos profissionais de arquivo hoje lidam com a pressão de outros funcionários e até chefias para adotar a digitalização de documentos como forma de eliminar os documentos da instituição, Já cheguei a ouvir de um dirigente “Não precisamos de arquivista, em breve teremos um projeto de digitalização e jogaremos todos os papéis fora”, creio que muitas pessoas leigas no assunto ainda pensam como ele e cabe a nós arquivistas refletir melhor sobre o assunto para que ideias como essa não tenham vez na administração.

Antes de decidir pela digitalização devemos:

1. Procurar saber da real necessidade arquivistica

2. Condições técnicas: equipamentos e recursos humanos

3. Recursos financeiros disponíveis

Recentemente li uma reportagem sobre processo de informatização dos processos judiciais que nos traz uma informação  bem interessante:

A digitalização apenas muda o suporte do processo, mas os ritos continuam são os mesmos. “O ganho obtido com a supressão de determinadas tarefas burocráticas em função da digitalização acaba sendo anulado pela criação de novas tarefas, como o escaneamento de peças processuais” (Leia mais aqui)

Isso derruba o mito de que só digitalizando os papéis é suficiente para agilizar os processos de trabalho, sabemos que há ganhos sim, mas essa não é a única solução para resolver o problema do acumulo de papéis, muitas vezes precisamos implementar novas rotinas de trabalho e uma nova gestão de documentos, a digitalização pode servir  portanto de apoio nesse processo todo

É por isso que uma análise cuidadosa do arquivista ajudará a tomar uma melhor  decisão sobre o assunto, isso evita que  a proposta seja interrompida trazendo prejuízos para a administração.

 

Leia também:

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Programa Gestão Documental Intinerante - PGDI

arquivo

O PGDI é uma iniciativa da SAESP

O que é o Programa de Gestão Documental Itinerante?
O PGDI é um  conjunto de ações planejadas pelo Departamento de Gestão do SAESP que prevê o deslocamento de dez equipes técnicas até os órgãos da Administração Direta do Estado para orientar a avaliação da massa documental acumulada, a elaboração e aplicação de planos e tabelas  de temporalidade, bem como o recolhimento de documentos de valor permanente ao Arquivo Público do Estado. (Saiba mais aqui).

 

Fonte da Notícia: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/noticia_ver.php?id=229

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Sobre o Curso de Arquivologia

 

Informações básicas:

 

sobre salário me baseio nessa tabela: http://www.arquivistasbahia.org/profissao/tabela-salarial/


sobre a regulamentação da profissão: http://www.sinarquivo.org.br/arquivistalegal.html


sobre as grade curricular não existe uma padronização, cada faculdade tem uma diferente, veja aqui a lista dos principais cursos de arquivologia: http://www.conarq.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=183&sid=65&tpl=printerview

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Fazer faculdade ou estudar para concurso?

Esse é um dilema que muitos estudantes de Arquivologia vivem hoje, isto porque apesar de termos um grande mercado de trabalho para explorar tanto na esfera pública quanto na privada, esbarramos no problema da falta de conhecimento dos empregadores sobre a importância de um arquivista para uma empresa ou instituição. Isso tudo tem provocado grande desemprego de arquivistas formados ou levando-os a condição de meros técnicos de arquivo, com salários de nível médio.

 

Este cenário difícil que muitos estudantes e recém-formados estão enfrentando acaba levando-os a pensar mais em concurso público como a única solução pra atuar na área e ter um emprego estável, acontece que estudar para concursos não traz o resultado rápido que esperamos e precisamos, passar em concurso demora, exige muito tempo de estudo, a concorrência na área já é bastante grande, implica em muito investimento financeiro, quando há aprovações as nomeações demoram e isto tudo vai deixando a pessoa ainda mais ansiosa, frustrada e infeliz acreditando mesmo que não é capaz de chegar onde muitos chegaram.

 

Mas a verdade disso tudo é que o serviço público não é o único caminho profissional a ser buscado e atingido pela classe, temos que pensar em várias possibilidades de atuação, vou falar depois sobre essa escolha entre trabalho ou emprego, mas o importante antes de decidir o que fazer da vida profissional é saber o que queremos, para depois trilharmos os caminhos certos pra chegar no nosso objetivo. Por isso, trouxe aqui hoje alguns links de textos que vão lhe ajudar a decidir sobre o que fazer: Fazer faculdade ou estudar pra concurso?

terça-feira, 8 de março de 2011

Ebah!: A rede social que ajuda no ensino universitário

Li sobre essa rede social na reportagem rede social brasileira faz sucesso entre universitários – O dia online, achei uma ferramenta bem interessante para o ensino também da Arquivologia, saiba mais sobre o site:

O ebaH! é uma rede social voltada, exclusivamente, para o campo acadêmico, e tem como principal objetivo o compartilhamento de informações e arquivos entre estudantes e professores universitários. Sim, professores, claro, também são bem vindos e é aqui que eles têm a oportunidade de se aproximarem um pouco mais de seus alunos, incentivando os estudos e complementando-os com informações adicionais. O objetivo do ebaH! é auxiliar no agrupamento de universitários e professores de uma mesma área profissional, de forma a facilitar o estudo dos alunos, auxiliando-os, inclusive, a formar grupos de estudos e a debater assuntos e dúvidas nos fóruns existentes em cada comunidade. (Fonte: O que é o ebah – ebah)
No Ebah é possível encontrar apostilas de Arquivologia, ainda não pude analisar se elas estão bem elaboradas ou com as informações verdadeiras sobre a área, mas vale a pena explorar o site e explorar os recursos disponíveis.
 
Você que é professor de Arquivologia expirmente utilizar esta rede para divulgar mais o conhecimento arquivistico entre os alunos.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Informatização de Arquivos: Problemas e Desafios

Entre as considerações de LOPES, ele retrata a conseqüência do uso indiscriminado de equipamentos informáticos na produção, acúmulo e transmissão de informações arquivisticas e não arquivisticas aumentando o volume de massa documental desnecessária nos arquivos. A razão principal para tal caos reside no fato de não haver uma política de gestão documental adequada dentro das organizações. A falta de estrutura e de um profissional que acompanhe este processo também agrava a situação.
Outra questão também chama a atenção: “os procedimentos arquivistico são adotáveis nos casos das informações gravadas em documentos informáticos”? (LOPES, 1997:128)
Os documentos têm uma relação orgânica e elementos que os referencie sobre o seu trâmite e sua funcionalidade dentro da empresa ou instituição que pertence, resta sabermos se esses elementos que caracterizam os documentos arquivistico estão presentes nos documentos eletrônicos ou informáticos.
Estas problemáticas também não são resolvidas quando se analisa o sistema de ged (SANTOS, 2003:125) abre um espaço para comentar uma colocação de FLORES referente a este aspecto:
“ ... através de uma análise detalhada de uma ferramenta, FLORES coloca em evidência o fato de alguns sistemas de ged não contemplarem as funções arquivisticas, essenciais às informações orgânicas e registradas.”
Outro desafio é a manutenção da processabilidade dos registros digitalizados ao longo do tempo. Entra em discussão, portanto a questão da preservação e o posterior acesso a informação.
A partir daí vem a tona um emaranhado de questionamentos a respeito da função do arquivista nesse contexto.
Será ele o responsável pela criação e implementação destes recursos informáticos?
Embora seja muito proveitoso para o trabalho arquivistico o profissional que domine estas competências, percebemos que este não é o principal papel do arquivista, porque o mais importante para ele o mais importante é conhecer as necessidades arquivisticas e as funcionalidades que os recursos oferecem, saber se elas atendem ou não as expectativas, um estudo e uma análise mais profunda nos esclarecerão sobre isso. No entanto se o responsável por essa análise tiver um conhecimento maior sobre as novas tecnologias, obviamente que este conhecimento será bem valorizado e aproveitado pelo mercado.
Tendo em vista o caos documentário provocado por uma informatização desestruturada é interessante buscar alternativas que estruture melhor a gestão documental dentro das organizações. Nesse sentido podemos pensar em algumas hipóteses:
· Buscar ferramentas e estratégias que viabilize a gestão documental integrada com as novas tecnologias.
· Trabalhar na constituição de normas e padrões que garantam a preservação e acesso à informação na atualidade e para as gerações futuras.
Uma alternativa interessante é uma aliança de forças:
“Quanto ao Brasil, reiteramos que a parceria entre o conarq**, a comunidade acadêmica e as iniciativas governamentais, refletidas no programa na sociedade da informação e governo eletrônico, cria as condições ideais par o estabelecimento de uma política de implementação de sistemas eletrônicos de gerenciamento arquivistico de documentos eletrônicos” (RONDINELLI, 2002:128)
Enfim, é pertinente pensarmos em discussões, alianças, pesquisas, análises, meios que favorecem o estudo dessas questões. Portanto, não podemos ser meros expectadores desse fenômeno informacional, temos que compreende-lo e intervir nos processos que interferem nas práticas arquivisticas e nas necessidades informacionais de uma instituição ou organização.

Referências

LOPES, Luís Carlos. A gestão da informação: as organizações, os arquivos e a informática aplicada. Rio de Janeiro: Arquivo público do estado do rio de janeiro, 1997, 143 p.
RONDINELLI, Rosely curi. Gerenciamento arquivistico de documentos eletrônicos. 1.ed. Rio de janeiro: FGV, 2002, 160p.
DOLLAR, Charles. Tecnologias da informação digitalizada e pesquisa acadêmica nas ciências sociais e humanas: o papel crucial da arquivologia. Rio de Janeiro, Estudos Históricos, V. 7, n.13, 1994, p.65-79. Disponível em: www.cpdoc.fgv.br . Acesso em: 3 jul 2004

10 áreas de atuação do Arquivista

A profissão de Arquivista nos permite atuar em muitas áreas e funcões. Nossas experiências nos levam pra muitos caminhos, mas o que vai ...